#5: Parem de falar mal do Pokémon GO

Parem de falar mal do Pokémon GO

Há mais de uma semana que só se escuta falar de Pokemon Go e a grande maioria dos comentários é negativa. Sejam da linha da “teoria da conspiração”, ou de uma visão mais humanística da sociedade, ou sobre a infatilização do ser humano, ou seja lá o que for. “Caíram de pau” nos tais bichinhos que estão soltos por aí. Mas o que “supreendentemente” aconteceu foi que mais gente ainda baixou o app e começou a caçar pokemons pelas ruas de nossas cidades.

Era necessário que conhecêssemos mais a mente humana para que não caíssemos nessa armadilha. Pessoas cheias de boas intenções querem alertar a outras como é perigoso e ruim esse jogo, mas esse alerta, no final das contas, só serve para atrair mais gente.

Já viu quantas postagens de pessoas dizendo que amam o Big Brother? Muito provavelmente bem menos do que as que odeiam e que querem alertar o mundo sobre o “quanto é nocivo para sociedade tal programa”. Acho que não tem adiantado muito, pois já foram 16 edições do programa.

Os taxistas barrando o Uber só fazem aumentar o número de downloads e pedidos de corrida no aplicativo que é o terror da classe deles.

A divulgação nos atrai. Olha o que acontece em nosso Congresso Nacional, por exemplo. As votações de Jean Willys e de Bolsonaro de 2010 para 2014 multiplicaram em 10 e 4 vezes, respectivamente, após ataques de direita e de esquerda, conforme o caso, contra cada um deles. O que aconteceu foi que, mesmo falando mal, os opositores a eles só os deixaram mais fortes cada vez que os noticiavam.

Ou seja, se você quer “matar” algum inimigo na era da informação tem que parar de falar dele.

Isso é sério. As pessoas tem uma tendência curiosa a viver uma experiência noticiada, mesmo que nosso critério moral nos diga ser absurda.

Inclusive esse modo de pensar faz com que haja um acordo jornalístico em não divulgar os casos de suicídio, pois há sempre casos repetidos depois do primeiro anunciado. Ou você se lembra de ter sabido que no Brasil em 2012 houve quase 12mil casos? Qual foi a última vez que você viu uma notícia sobre suicídio no país que é o 8º do mundo na estatística desse tipo de morte? Somente os casos de pessoas públicas é que a imprensa noticia.

Vamos trazer isso para o campo pessoal agora. Imagine você que as mensagens mentais do “não devo ser assim”, “não quero fazer isso”, “preciso mudar esse hábito ruim” na verdade somente reforçam algo que não queremos, pois nós estamos tentando fugir de determinados padrões, tentando condená-los em nossa mente, mas repetir que não quer é igual a aumentar o desejo de fazer o que queremos evitar.

A melhor maneira de mudar padrões é divulgar novos, seja em âmbito coletivo seja no individual. Seria mais efetivo para quem quisesse diminuir o acesso ao Pokemon, em vez de falar mal, divulgar uma notícia mostrando, por exemplo, que as crianças estão saindo de casa para praticar esportes, estimuladas pelas olimpíadas.

No que se refere ao indivíduo, caso você queira largar o vício de comer fast food, por exemplo, é muito pouco provável que funcione quando você pensa “não devo comer…” Melhor seria você pensar em alguma coisa para comer ou fazer, que tirasse sua mente desse loop em torno do fast food.

Quer parar de fazer algo? Pare de pensar nesse algo. Substitua o “não quero fazer tal coisa” por “vou fazer tal outra”.

Publicidade negativa é o melhor meio de se propagar rapidamente algo.

Não seja você promotor de divulgação do que você quer evitar.

Não seja você um boicotador de seus projetos pessoais, pois está focado em não ter tal vício.

Mude o foco de sua mente que você muda a realidade.

Afinal, como diria o sábio do Egito Antigo, Hermes Trimesgisto: “O Universo é mental”

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