Muito se discute historicamente sobre a data do nascimento de Jesus. Mas vale mesmo se aferrar tanto à data? Vejamos a história.

Na Roma antiga, no final de dezembro havia uma cerimônia chamada “Sol invictus” – Sol invencível”, uma comemoração ao Solstício de Inverno no Hemisfério Norte. Aquela noite era conhecida como a noite mais longa do ano, pois era o dia de menor luminosidade solar do ano, por isso, a noite mais longa. A partir desse dia o Sol era cada vez mais presente até atingir seu ápice no Solstício de Verão. Portanto, no Solstício de Inverno se comemorava o nascimento do Sol Invencível.

Para nós que moramos muito perto da linha do Equador, isso talvez seja estranho de imaginar, mas em países temperados é justamente isso que ocorre: diferença de luminosidade solar muito grande entre o verão e o inverno.

A comemoração do Natal, como nascimento de Jesus, surge depois da incorporação da tradição Romana ao cristianismo, quando o Imperador Constatino, no início do Século IV mescla esses dois eventos com o intuito de facilitar a aceitação da religião cristã pelos Romanos e diminuir os conflitos religiosos da época.

É muito difícil precisar a data exata do nascimento de Jesus. Todavia, vale refletir sobre três interessantes elementos nessa associação do “Sol Invictus” com o nascimento de Jesus.

Primeiro, Jesus Cristo como aquele que traz luz e vida aos homens é associado ao Sol, que é a estrela maior que ilunina nosso sistema e que possibilita vida em todo planeta pela sua luz e calor. Portanto, como diz a música de Roberto Carlos: “Essa Luz, é claro que é Jesus”

Em segundo lugar, a importância de entender a união de elementos culturais como riqueza de uma cultura. A união de duas comemorações diferentes fez a tradição do Natal ser mais facilmente disseminada e durar tantos séculos quanto tem durado. O respeito às diferenças e a integração cultural é uma lição a aprender nessa história.

O terceiro elemento é que realmente o que vale não é a data exata do nascimento desse grande mestre. O que vale é o simbolismo e valores humanos que celebramos nesse momento. E o aprendizado é que a magia do simbolismo em nossa vida deva ser celebrada sem tanto racionalismo. Afinal, como disse o grande psicólogo Jung “o ser humano é um ser simbólico”.

Vale lembrar que no livro de Gênesis, encontramos:

“Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita.

Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas.”

Que esse Sol Invicto, chamado Jesus, preencha nosso peito de calor humano, e que ilumine nossas vidas como o mais brilhante raio de sol, fazendo com que as sombras e trevas que nos rondam sejam cada vez menos constantes e que possamos, sempre um pouco mais, nos tornar Luz para que iluminenos a nossa vida e as vidas de outras pessoas.

Em suma: respeite as diferenças culturais, viva o simbolismo, sinta a Luz e seja Luz.

Feliz Natal

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